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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 17 de janeiro de 2022

Poluição por plásticos deve duplicar até 2030

Poluição por plásticos deve duplicar até 2030Foto: UN News/Laura Quinones

Lixo marinho, incluindo plástico, papel e madeira, acaba indo para as profundezas dos oceanos.

Agência Onu News De Noticias - 24/10/2021 - 12:45:55

Levantamento do Programa da ONU para o Meio Ambiente é lançado 10 dias antes da COP-26; emissões de gases causadas por plásticos devem subir para 6,5 de gigatoneladas até 2050; solução passa por investir em energias renováveis e acabar com subsídios.

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, divulgou um relatório prevendo que a poluição causada por plásticos duplique até 2030, causando péssimas consequências para saúde, economia, biodiversidade e clima.

O Pnuma afirma ser crucial tratrar da crise de poluição global como um todo e lança o documento cerca de 10 dias antes do início da Conferência da ONU sobre Mudança Climática, COP-26.

Previsões de aumento de CO2

Quênia destaca-se como país líder no combate à poluição gerada pelo descarte de plásticos.

UNEP/Florian Fussstetter

Quênia destaca-se como país líder no combate à poluição gerada pelo descarte de plásticos.

Para reduzir a poluição por plásticos, a agência da ONU propõe fim dos subsídios e que os combustíveis fósseis sejam substituídos por fontes de energia renovável. O Pnuma acredita ser possível reverter essa crise, desde que haja vontade política e ação urgente.

O relatório mostra que em 2015, as emissões de gases de efeito estufa causadas por plásticos eram

equivalentes a 1,7 gigatoneladas de CO2. Mas até 2050, a projeção é de que as emissões aumentem para 6,5 gigatoneladas.

Os autores do estudo destacam que algumas alternativas para a crise dos plásticos também são nocivas ao meio ambiente, incluindo plásticos biodegradáveis, que causam “uma ameaça similar aos plásticos convencionais”.

Consumo de plástico precisa parar imediatamente

O documento do Pnuma também apresenta algumas falhas do mercado, como baixos preços de combustíveis fósseis virgens, na comparação com preços de materiais reciclados, e falta de esforços para o manejo do lixo causado por pláticos. A agência pede a “redução imediata na produção e no consumo de plásticos”.

A diretora-executiva do Pnuma, Inger Andersen, afirma que o levantamento traz “argumentos científicos fortes sobre a urgência em agir pela proteção dos oceanos”.

Atualmente, os plásticos representam 85% do lixo marinho, mas até 2040, esse volume irá tripiclar. A cada ano, até 37 milhões de toneladas de lixo vão parar nos oceanos, representando 50kg de plástico por cada metro de área litorânea.

Prejuízos econômicos

Uma tartaruga nada no oceano na Martinica, no Caribe.

Arquivo de Imagens de Recife de Coral / Michel Roux

Uma tartaruga nada no oceano na Martinica, no Caribe.

Por conta disto, plânctons, mariscos, pássaros, tartarugas e mamíferos enfrentam graves riscos de sufocamento, intoxicação, problemas de comportamento e fome.

O Pnuma revela que corpo humano também está vulnerável à poluição por plásticos, já que partículas são ingeridas durante o consumo de peixes, de bebidas e até do sal comum. Os microplásticos podem também penetrar nos poros e serem inalados quando estão suspensos no ar.


O relatório revela ainda os impactos para a economia: até 2040, poderá haver um risco financeiro anual de US$ 100 bilhões para as empresas, se os governos exigirem que a indústria cubra os custos do manejo do lixo

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