Casos de sarampo na Europa atingem número mais alto em mais de 25 anos

Mais de 127.350 notificações foram registradas na região no ano passado, o dobro de 2023; esta é a maior quantidade desde 1997 com base numa análise do Unicef e da Organização Mundial da Saúde

Casos de sarampo na Europa atingem número mais alto em mais de 25 anos
Casos de sarampo na Europa atingem número mais alto em mais de 25 anos

Agência Onu News - 16/03/2025 08:09:04 | Foto: © Unicef/Anush Babajanyan

Crianças abaixo de cinco anos representam mais de 40% dos casos de sarampo notificados na região da Europa, segundo as Nações Unidas.

Uma análise, divulgada na quinta-feira, inclui os 53 países europeus e nações da Ásia Central. Mais da metade das infecções precisou de hospitalizações. Ao todo, ocorreram 38 mortes segundo dados recebidos até 6 de março deste ano.

Pico das infecções
Esse é o número mais alto de notificações de sarampo dos últimos 25 anos na região. Foram 127.350 ocorrências no ano passado, o dobro do número registrado em 2023. O estudo foi realizado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, e a Organização Mundial da Saúde, OMS.

A doença estava diminuindo na Europa desde 1997, quando 216 mil casos foram reportados. Em 2016, o número chegou a 4.440. Mas o reaparecimento do sarampo se intensificou entre 2018 e 2019 quando o surto foi de 89 mil notificações a 106 mil, respectivamente.

As agências da ONU acreditam que houve uma queda em campanhas de imunização durante a pandemia de Covid-19. O mais recente pico das infecções ocorreu entre 2023 e 2024.

Sem imunização não se pode vencer o vírus
As taxas de vacinação em muitos países ainda não retornaram aos níveis pré-pandemia, o que facilita o risco de surtos.

Para a OMS, o sarampo voltou e o número recorde de casos deve ser um motivo de alerta para todos. Sem imunização não há como vencer o vírus, que não descansa.

No ano passado, as notificações por sarampo na Europa contabilizaram um terço de todos as contaminações do mundo. Para o Unicef, o aumento de casos é um reflexo da baixa carga de vacinação. E, por isso, os governos devem tomar medidas urgentes para investir em trabalhadores de saúde, campanha e prevenção.

Sarampo pode causar cegueira
O sarampo é uma das doenças mais contagiosas do mundo. Ele leva a internações e morte por complicações como pneumonia, encefalite, diarreia e desidratação.

A doença também pode causar cegueira além de danificar o sistema imunológico ao apagar a capacidade de como combater infecções. Com isso, o sobrevivente do sarampo fica exposto a outras doenças.

Menos de 80% das crianças em países como Bósnia-Herzegovina, Montenegro, Macedônia do Norte e Romênia foram vacinadas contra o sarampo em 2023.

Romênia e Cazaquistão tiveram juntos mais de 58,7 mil casos no ano passado.

O sarampo segue sendo uma ameaça global e mesmo países que não tenham nenhum surto devem se preparar contra o vírus e reforçar seus sistemas de saúde.

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