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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 17 de outubro de 2021

Alunos da rede pública plantam mudas do cerrado na orla do Lago Paranoá

Alunos da rede pública plantam mudas do cerrado na orla do Lago ParanoáFoto: Divulgação / Sema

Devido aos períodos de estiagem, até mesmo durante o “verão chuvoso” de Brasília, a equipe do projeto está utilizando hidrogel no plantio das mudas – um pó que, quando misturado na água, vira um gel

Agência Brasília * I Edição: Carolina Jardon - 15/09/2021 - 23:41:35

A atividade integra a programação da Semana do Cerrado 2021, realizada pela Sema e o Projeto CITinova

Mobilizar a população é uma das estratégias para a preservação do cerrado, manutenção dos mananciais e mitigação dos impactos causados pelas mudanças do clima. E mostrar a importância de plantar árvores para crianças é uma forma de dar continuidade às ações que, hoje, são realizadas pelo Projeto de Recuperação da Vegetação da Orla do Lago Paranoá e ter a certeza de um futuro mais verde.

Nesta quarta-feira (15), sessenta estudantes da rede pública, de 10 e 11 anos, participaram do plantio demonstrativo de mudas nas margens do Lago Paranoá, na Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) do Bosque, na QL 10 do Lago Sul. A atividade integra a programação da Semana do Cerrado 2021, realizada pela Sema e o Projeto CITinova.

O Lago Paranoá é o segundo maior manancial do Distrito Federal, ele representa 20% do reservatório de água do DF. E a iniciativa visa recuperar duas Áreas de Preservação Permanentes (APPs) da Orla do Lago e um dos seus principais braços de abastecimento, que é o Riacho Fundo

O secretário de Meio Ambiente, Sarney Filho, destacou a importância da recuperação dessas áreas para enfrentar os impactos das mudanças do clima, como altas temperaturas e longos períodos de estiagem. “Essa prática é importante, porque plantar árvores ajuda a manter nossos rios, lagos e nascentes”, disse para as crianças presentes

Os alunos ouviram palestras sobre o plantio de árvores e, com o auxílio de monitores, plantaram mudas de espécies nativas do cerrado. Rafaela Fernandes, aluna da Escola Classe 1 do Lago Sul, teve a oportunidade de plantar sua primeira árvore hoje. “Agora que aprendi, vou querer plantar outras também”.

Stéphanie Florencio, assim como vários de seus colegas, ainda não conheciam o Lago Paranoá, mas agora pretendem voltar para acompanhar o crescimento da árvore. “Quero voltar mais vezes para ver como ela vai ficar”, disse.

Para a diretora da escola, Helena Nishikawa, além da educação socioambiental, a atividade gera o sentimento de pertencimento à futura geração que irá cuidar desses espaços nas cidades. “Eles são moradores do Distrito Federal e precisam se sentir pertencentes. Mesmo morando na periferia, esses espaços são deles também. E virem aqui hoje plantar uma árvore é muito significativo”, disse a diretora.

Segundo a subsecretária de Assuntos Estratégicos da Sema, Márcia Coura, a equipe sempre conversa com moradores das proximidades e visitantes assíduos do local. “Agora temos a oportunidade de aproximar essas crianças, que nunca vieram aqui, da natureza e deste local, que é de visitação pública.”

A subsecretária destaca que mobilizar a população é uma das estratégias para a preservação do Cerrado, manutenção dos mananciais e mitigação dos impactos causados pelas mudanças do clima. E mostrar a importância de plantar árvores para crianças é uma forma de dar continuidade às ações que, hoje, são realizadas pelo Projeto de Recuperação da Vegetação da Orla do Lago Paranoá.

Os alunos ouviram palestras sobre o plantio de árvores e, com o auxílio de monitores, plantaram mudas de espécies nativas do cerrado

Devido aos períodos de estiagem, até mesmo durante o “verão chuvoso” de Brasília, a equipe do projeto está utilizando hidrogel no plantio das mudas – um pó que, quando misturado na água, vira um gel.

George Melo, da coordenação de plantio do Projeto Orla, explica que o produto retém a água por mais tempo, mantendo a umidade do solo e assegurando o desenvolvimento das mudas com maior segurança.

“Adotamos isso por conta da mudança do clima, e ações como essas da Semana do Cerrado são importantes para ressaltar esses impactos”, destacou.

A criação de ambientes de florestas urbanas causam um efeito de resfriamento, inerente à sombra densa proporcionada por galhos e folhas, os quais limitam o aquecimento devido à incidência direta de radiação solar e reduz a temperatura do meio mediante a transpiração da água através das folhas.

O Lago Paranoá é o segundo maior manancial do Distrito Federal, ele representa 20% do reservatório de água do DF. E a iniciativa visa recuperar duas Áreas de Preservação Permanentes (APPs) da Orla do Lago e um dos seus principais braços de abastecimento, que é o Riacho Fundo.

Na Orla Sul e braço do Riacho Fundo, o projeto é financiado com recursos do Fundo Único do Meio Ambiente, quem acompanha a execução é a Sema em parceria com o Instituto Rede Terra. Brasília Ambiental e Jardim Zoológico têm sido parceiros neste projeto também.


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Na Orla Norte, o projeto nasceu com o Acordo de Cooperação Recupera Cerrado, parceria entre Sema, Ibram, Serviço Florestal Brasileiro e Fundação Banco do Brasil. As ações na Orla Norte são financiadas com recursos da Fundação Banco do Brasil. Brasília Ambiental, Sema e FBB fazem parte da comissão que acompanha a execução do projeto.

Já foram plantados, até o momento, 63 hectares ao longo da Orla Sul e braço do Riacho Fundo e mais de 33 mil mudas de espécies do cerrado usadas durante o plantio. O próximo plantio acontecerá no período de chuvas (a partir de outubro de 2021), com base no Diagnóstico na Orla Norte realizado pelo Instituto Rede Terra.

* Com informações da Sema

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