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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 18 de setembro de 2021

A democracia depende do duelo entre os generais Braga Netto e Paulo Sérgio NogueiraFoto: Tribuna da Internet

A democracia depende do duelo entre os generais Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira

Se depender do comandante do Exército, não haverá golpe

Carlos Newton - Tribuna Da Internet​​​​​​​ - 16/08/2021 - 08:32:40

O noticiário político mostra que o jornal britânico “The Gardian” está com a razão, pois o Brasil realmente se transformou numa República de Bananas, como eram conhecidas no século passado as nações latino-americanas que viviam sofrendo golpes militares.

A baixaria reina nos três Poderes, porque o Legislativo é dominado pelos políticos fisiológicos do baixo clero, que só cuidam de interesses pessoais, o Executivo está sob comando de um paramilitar sem o menor equilíbrio emocional, e o Supremo resolveu se meter em política, ao inventar uma lei – “incompetência territorial absoluta” – que possibilitasse a devolução dos direitos políticos a um criminoso vulgar como Lula, na esperança de que ele venha a evitar nas urnas a reeleição do presidente desequilibrado.

RETRATO – Essa tripla baixaria mostra que realmente o Brasil embananou-se, a esculhambação institucional chegou a tal ponto que o país está nitidamente à beira de um golpe militar, que o presidente da República faz questão de anunciar diariamente, em declarações ofensivas e ameaçadoras à democracia.

Desta vez, não há como repetir o presidente lunático Delfim Moreira, afastado do poder por desequilíbrio mental, nem o também lunático Jânio Quadros, que fez a gentileza de se afastar. No surto atual, 0 presidente lunático não sai de jeito nenhum e só pensa em se reeleger, mesmo que não seja vencedor nas urnas.

Embora muitos procurem não enxergar essa realidade escalafobética, o quadro político é claríssimo e o golpe agora depende exclusivamente dos militares (leia-se: oficiais generais), que estão divididos.

APOIO MILITAR – O ministro da Defesa, general Braga Netto, e o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Baptista Júnior, apoiam incondicionalmente todas as extravagâncias de Bolsonaro. O comandante da Marinha, almirante Almir Garnier, era uma incógnita até terça-feira passada, no enfumaçado desfile da obsolescência militar brasileira, quando seu comportamento festivo revelou uma total submissão ao presidente.

Ou seja, neste xadrez político-militar resta apenas uma torre a ser derrubada – o comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira, cuja postura não deixa dúvidas. Se depender dele (e depende), não haverá golpe.

No sábado, em cerimônia militar, Braga Netto afirmou que as Forças Armadas são “protagonistas dos principais momentos da história do País” e estão “sob autoridade suprema do presidente da República”. Em tradução simultânea, ele ameaçou: “Se não nos obedecerem, daremos o golpe”.

Porém, neste domingo, O Globo publicou uma matéria importantíssima, que trazia apenas duas frases do comandante do Exército. Disse o general Nogueira: “Não há interferência política no Exército. O Alto Comando está com o comandante”. Ou seja: “O Alto Comando não permitirá golpe militar”.

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P.S. –
O Alto Comando tem quinze generais da ativa e mais um general que serve ao Ministério da Defesa e obviamente apoia Braga Netto. Isso significa que Bolsonaro precisa de mais oito votos para fazer maioria e evitar o “voto de Minerva” do comandante Nogueira, em caso de empate. Bem, como dizia o almirante Francisco Barroso, o Brasil espera que cada um cumpra seu dever. E nós também esperamos. Um país importante como o Brasil não pode se transformar novamente numa República de Bananas. (C.N.)

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