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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 20 de agosto de 2018


Traumatismo dentário. O que fazer quando a criança cai e bate a boca?

Traumatismo dentário. O que fazer quando a criança cai e bate a boca?

Então, o que fazer caso haja algum sangramento? Fraturou apenas uma parte do dentinho e agora? O dentinho caiu?

Redação com agências - 12/02/2018 - 16:32:33

Quando a criança dá os seus primeiros passos, é motivo de comemoração para os pais e todos aqueles que acompanham o seu desenvolvimento. Quem é que não se entusiasma com essas conquistas diárias do universo infantil, não é mesmo?

 

No entanto, esses progressos diários devem ser acompanhados de perto pelos pais ou responsáveis, principalmente em crianças entre 10 a 24 meses de vida, fase de aprendizado do andar da criança e entre os 4 a 6 anos de idade, fase onde a mesma se encontra no período pré-escolar, estando mais susceptível a quedas em razão de brincadeiras.

 

O traumatismo dentário, pode afetar tanto a dentição decídua (de leite) quanto a permanente por diversos motivos. Ocorre quando a criança cai e bate a boca, podendo afetar os dentes, gengivas, lábios ou ao redor da cavidade bucal. Com o impacto, o dente pode acabar amolecendo, trincar, fraturar, alterar a posição do dente ou sofrer uma avulsão (quando o dente sai totalmente para fora do alvéolo).

 

Então, o que fazer caso haja algum sangramento? Fraturou apenas uma parte do dentinho e agora? O dentinho caiu?

 

O sangramento é algo que deixa os adultos bastante preocupados, embora isso seja “normal”, já que a boca é uma região bastante vascularizada. A primeira medida a ser adotada é manter a calma, até mesmo para tranquilizar a criança. Em segundo lugar, os pais devem colocar uma gaze e pedir para que a criança morda, a fim de controlar o sangramento. Outra forma de obter uma hemostasia e aliviar a dor é através da compressa com água gelada.

 

No caso de o dente decíduo (de leite) ter “caído”, o seu reimplante não é recomendado,  pois este pode provocar algum dano ao dente permanente, que encontra-se no processo de erupção. Caso contrário, no caso de  o dente permanente ter “caído”, aconselha-se o reimplante imediato. No entanto, alguns cuidados devem ser tomados, os pais devem pegar o dente pela coroa, sem colocar a mão na raiz do dente, e coloca-lo em um recipiente com soro fisiológico, água filtrada ou leite, sem esfregá-lo. Em seguida, deve-se seguir imediatamente para um consultório odontológico, onde o profissional dentista irá realizar o melhor plano de tratamento. O sucesso do reimplante dentário, se torna maior nos primeiros 15 a 30 minutos.

 

Caso haja uma fratura parcial do dente e o fragmento seja encontrado, deve-se coloca-lo na água filtrada e procurar um dentista. Dependendo do tamanho do fragmento, é possível a sua colagem no dente, devolvendo assim estética e função.

 

Após estes episódios, é indicado uma dieta mais pastosas e liquida, evitar atividades físicas, bem como evitar o uso de chupetas e mamadeiras para as crianças que ainda possuírem este hábito. Pois o dente lesionado não deve passar por mais um trauma.

 

A fim de prevenir infecções no local, deve-se orientar a criança a não ficar mexendo no local do trauma e não levar a mão a boca. Os pais devem realizar a higiene bucal de seus filhos, principalmente após as refeições. O profissional dentista poderá prescrever alguma medicação caso haja necessidade. O acompanhamento clínico e radiográfico é de suma importância e, será indispensável pelo período mínimo de 1 ano e 6 meses para os dentes decíduos e de 5 anos para os dentes permanentes, pois podem advir complicações decorrentes do trauma.

Com agilidade dos pais na procura pelo atendimento odontológico, é possível recuperar o dente perdido na maior parte das ocorrências. 

 

Dra. Bruna Luiza Vasconcelos de Souza, especialista em Odontopediatria e Ortodontia.

CRO-DF: 10909

Instagram: @brunaluizavs

 

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