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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 21 de agosto de 2018


Pré-candidatas do DF se unem para debater políticas para as mulheres

Pré-candidatas do DF se unem para debater políticas para as mulheres

A iniciativa encabeçada por 50 representantes de 11 partidos políticos busca incentivar o voto feminino e diminuir a distância entre homens e mulheres na política

Por Hl Hellen Leite - Correio Braziliense/foto: Divulgação - 09/08/2018 - 10:29:53

A presença feminina deve marcar o pleito de outubro, quando mais de 2 milhões de eleitores vão às urnas na capital. A força feminina nesse ponto é evidente. As mulheres são 54% do eleitorado do Distrito Federal: são 159.354 a mais que homens, o suficiente para eleger três deputados federais. No entanto, a representatividade delas ainda deixa a desejar. Na Câmara Legislativa, dos 24 deputados, só cinco são do sexo feminino. Na Câmara dos Deputados, dos oito representantes do DF, apenas uma é mulher. E a capital não tem senadora.

A uma semana do começo oficial das campanhas para as eleições de 2018, uma iniciativa encabeçada por 50 representantes de 11 partidos políticos busca incentivar o voto nelas e diminuir a distância entre homens e mulheres na política. Além do voto nas mulheres, o grupo Frente Mulheres pelo DF tenta impedir as chamadas “candidatas laranjas”, mulheres que são usadas apenas para cumprir a cota de candidaturas femininas prevista na legislação brasileira, que é de 30%. O lançamento da frente feminina acontece nesta quarta-feira (8/8).

“A Frente é formada apenas por mulheres com ficha limpa e que nunca foram eleitas. Foi montada para mostrar que a renovação política do DF virá pelas mulheres. As pesquisas têm mostrado que, nos governos e legislaturas que têm forte participação feminina, a corrupção é bem menor", comenta Tamara Naiz (PCdoB-DF), pré-candidata a deputada distrital e uma das idealizadoras do grupo. 

A esperança de mudança vem nas eleições de 2018. “A gente viu que a mídia está pautando muito a renovação política com figuras masculinas, mas a renovação da política também passa pelas mulheres”, comenta Naiz. 

O grupo está baseado em cinco frentes de atuação: saúde da mulher, educação, igualdade de gênero, combate à violência e representatividade. A pré-candidata a deputada federal Thaynara Melo (Rede-DF) explica que o grupo também quer dar um alerta sobre a necessidade de criar espaços para a atuação feminina na política brasileira. Para Melo, os recentes casos de feminicídio no Distrito Federal também servem de advertência à sociedade.

“Os casos que vimos nos últimos dias mostram que nós não estamos seguras e que, além de não estarmos seguras, também não temos nossos direitos básicos garantidos. Então, assegurando a ocupação do espaço pela mulher, podemos transformar essa questão de um ponto de vista institucional”, afirma.

Pouca representatividade

Dos 513 deputados federais, apenas 54 (10,5%) são mulheres, o que coloca o Brasil em 152º lugar numa lista de 190 nações, formulada pelo organismo internacional União Interparlamentar. O percentual de profissionais do sexo feminino que ocupam cargos gerenciais no país é de 37,8%. 

Os dados são da pesquisa "Estatísticas de Gênero — Indicadores sociais das mulheres no Brasil", divulgada pelo IBGE, por ocasião do Dia Internacional da Mulher deste ano. A publicação compila dados de diferentes fontes que comprovam a persistência da desigualdade de gênero na sociedade brasileira.

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