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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 19 de fevereiro de 2018

Os 12 melhores locais para visitar em Leiria

Os 12 melhores locais para visitar em Leiria

Está perto da praia, perto de importantes monumentos nacionais e ela própria tem muito para oferecer. Descubra os melhores locais para visitar em Leiria.

Vortexmag.net - 05/02/2018 - 15:02:53

“Leiria tem um rio que corre para cima, uma torre que não tem Sé, uma Sé que não tem torre e uma Rua Direita que o não é.” Este é o ditado popular que os próprios leirienses usam para definir a sua lindíssima cidade. Situada no centro de Portugal, perto de locais tão emblemáticos e visitados como o Mosteiro de Alcobaça, o Mosteiro de Aljubarrota, Fátima e Nazaré, Leiria assume uma posição central e pode ser o local ideal para funcionar como ponto de partida para visitar vários locais em seu redor. No entanto, há muito para visitar em Leiria.

Leiria é uma cidade animada, dinâmica e muito agradável, que mistura influencias medievais e modernas, que se encontra junto a um monte fortificado desde a época mourisca, na confluência dos rios Liz e Lena. O imponente Castelo de Leiria, graças à sua localização estratégica, domina por completo a cidade. Esta é uma cidade histórica com muita importância para Portugal. Aqui Afonso III convocou as cortes em 1254, Dom Dinis estabeleceu a sua residência principal no castelo durante o século XIV e em 1411 a comunidade judia da cidade construiu a primeira fábrica de papel do país.

Na actualidade Leiria apresenta-se como uma cidade agradável e discreta, onde abundam os bons restaurantes, cafés e bares; as suas ruas encontram-se repletas de lojas de várias categorias. A zona antiga é a Praça Rodrigues Lobo, perto da qual encontraras numerosos hotéis e restaurantes. O Castelo de Leiria, localizado numa colina repleta de árvores, é de visita obrigatória se passas por esta cidade. Aqui encontrarás um tranquilo jardim, onde se ergue a Igreja de Nossa Senhora da Pena, de estilo gótico; existe ainda o Palácio Real, com numerosas áreas que merecem ser visitas, em especial a galeria central.

Ao lado da praça, onde se encontra o quartel da policia municipal, verás a Igreja de São Pedro, românica (do século XII). Seguindo as ruas até mais abaixo chegarás à Sé ou Catedral de Leiria, também de visita indispensável, e em frente desta ergue-se a famosa Pharmácia Leonardo Paiva, decorada com uns interessantes painéis de azulejos nos quais aparecem Hipócrates, Galeno e Sócrates. O novelista Eça de Queirós viveu na Travessa Topografia, perto da catedral, e costumava reunir-se na dita farmácia com um grupo literário, que actualmente se converteu num pub irlandês.

Se continuar pela rua Barão de Viamonte, que começa em frente ao largo da Sé, chegará à Igreja da Misericórdia (século XVIII). Junto a um troço do rio Lis está instalado o ponto de Turismo, e nas suas imediações poderá visitar a Igreja do Espírito Santo (século XVII), de fachada barroca; e um pouco mais acima o Convento de Santo Agostinho, com uma igreja de finais do século XVI, e o Santuário de Nossa Senhora da Encarnação. Acima do rio alcança-se o Convento de São Francisco (século XVIII), cuja igreja conserva uma capela renascentista com um altar da Piedade. Descubra os melhores locais para visitar em Leiria!

1. Castelo de Leiria

O Castelo de Leiria conta com uma extraordinária e estratégica localização, num lugar habitado em tempos pelos romanos, onde o primeiro Rei de Portugal, Afonso Henriques, edificou em 1135 este castelo para defender a fronteira sul do seu reino, já que Santarém e Lisboa estavam ainda sob o domínio árabe. Após a reconquista destas cidades em 1147, o castelo perdeu importância militar e caiu em ruína, até ao século XIV, o rei Dinis, reconstruiu o castelo para lá residir com a sua mulher, a rainha santa Isabel. Na actualidade o castelo mantém-se como um símbolo monumental da historia da cidade.

A arquitectura dos edifícios actuais foi modificada no século XVI devido a uma cuidadosa restauração. Após entrar no primeiro recinto do castelo, passando pela porta ladeada de duas imponentes torres, chegará a um pátio muito florido e refrescante. À esquerda encontrará uma escada que chega até ao coração do castelo, orientada para o Palácio Real, localizado em frente à torre de homenagem, e à direita a Igreja de Nossa Senhora da Pena, construída no século XV, e que ainda conserva um elegante presbitério de estilo gótico. No seu interior não deve deixar de visitar o Núcleo Museológico da Torre de Menagem, onde se encontram expostos muitos materiais arqueológicos encontrados no castelo, assim como réplicas de armamento medieval. O Palácio Real conta com muitas áreas que merecem ser visitadas. Umas escadas conduzem à galeria central, a partir da qual se contemplam maravilhosas vistas sobre a cidade de Leiria, através de oito arcos góticos apoiados sobre outros tantos pares de colunas.

2. Sé Catedral de Leiria

A necessidade de um edifício destinado a Sé surgiu em 1545 quando D. João III apoiou a criação do Bispado de Leiria, dando a sua jurisdição ao reformador do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, Frei Brás de Barros, primeiro bispo da Diocese. Em 1546, teve início a construção, segundo um projecto do arquitecto Afonso Álvares, que optou pelo estilo maneirista para o exterior, conservando um interior harmonioso com três naves da mesma altura, de inspiração renascentista tardia. A igreja foi sagrada apenas em 1574. Algumas alterações foram efectuadas nos séculos seguintes graças à acção episcopal, salientando-se a que sucedeu ao terramoto de 1755 e que acentuou a sobriedade da fachada.

No interior, destaca-se a capela-mor do séc. XVII, da autoria de Baltasar Álvares e Frei João Turriano, em estilo maneirista. O retábulo enquadra pinturas de Simão Rodrigues, com episódios da vida da Virgem Maria. Dois órgãos de grandes dimensões em estilo barroco que sobrepõem dois cadeiras laterais completam a decoração. No séc. XVIII, aquando das obras na fachada, D. Frei Miguel Bolhões e Sousa mandou construir a torre sineira um pouco afastada do edifício, sobre a antiga torre medieval das Portas do Sol que marcava a entrada Sul na muralha do Castelo.

3. Praça Rodrigues Lobo

No coração Leiria, a Praça Rodrigues Lobo assume-se actualmente como a sala de visitas da cidade, espaço de lazer e convívio nas muitas esplanadas ali existentes. A calçada à portuguesa, a realização de iniciativas culturais e de lazer, e a vista para o castelo de Leiria são alguns dos atractivos do espaço. Na época medieval foi esta a Praça de São Martinho, onde se localizava a Igreja de S. Martinho, já existente em 1211. Defronte desta, situaram-se no início do século XV a Casa da Câmara, a Cadeia, o Pelourinho e o Paço dos Tabeliães.

O actual edifício do Ateneu de Leiria, foi o antigo palácio setecentista da família Oriol Pena, cujo brasão ainda ostenta na fachada voltada para a Rua Vasco da Gama. Nele funcionou no século XIX, a Assembleia Leiriense de que Eça de Queirós era sócio e onde ia ler os jornais. No seu romance “O Crime do Padre Amaro”, a praça era o local de encontro dos notáveis da cidade. Nesta praça situou-se o Banco Raposo de Magalhães onde trabalhava José Maria Gomes, ou Tomé, amigo de Miguel Torga.

4. Santuário de Nossa Senhora da Encarnação

O Santuário de Nossa Senhora da Encarnação encontra-se sobre o Monte de São Gabriel, na zona Este da cidade de Leiria, Portugal. Trata-se de uma igreja de peregrinação que foi edificada no século XVI sobre a antiga Ermida de São Gabriel. A grande escadaria que a precede foi construída no século XVIII por ordem do Bispo D. Frei Miguel de Bolhões, cujo brasão encontramos num dos lanços.

Junto à entrada destaca-se uma galeria marcada por sete arcos, sendo o central mais elevado e sobreposto por um frontão trabalhado onde se encontra uma estátua do arcanjo São Gabriel. No seu interior conta com um altar maior onde se exibe uma imagem de Nossa Senhora da Encarnação, padroeira da cidade. A igreja é revestida por painéis de azulejos policromáticos do século XVII, sobrepostos por pinturas relacionadas com a vida da padroeira. Existem ainda algumas pinturas sobre os milagres de Nossa Senhora da Encarnação.

5. Santuário dos Milagres

O Santuário dos Milagres viu iniciada a sua construção em 1732, em honra a um de um milagre de Jesus que terá acontecido no lugar. Em tempos foi um dos principais locais de romaria do País, suplantado posteriormente pelo bem mais mediático Santuário de Fátima. A sua construção é marcadamente Barroca, sendo o mármore o material mais utilizado, decorado com telas, painéis de azulejos e uma rica estatuária, com destaque para o Relógio da Igreja, talvez a maior peça patrimonial do Santuário.

O Santuário dos Milagres recebeu obras de restauração, devido ao alto estado de degradação a que esteve sujeito em finais do século XX. Para uma melhor recepção a todos os visitantes, foi criando um Posto de Acolhimento, para esclarecimentos e informações (Aberto diariamente das 09h00 às 19h00), com condições especiais para visitas organizadas. A celebração do Senhor Jesus dos Milagres ocorre anualmente no segundo fim-de-semana de Setembro e é muito famosa pela sua procissão de andores, que atrai a este Santuário dezenas de pessoas vindas de todo o País.

6. Casa dos Pintores

A Casa dos Pintores, assim designada devido à grande quantidade de artistas que retrataram a sua fachada, é uma peça de arquitectura histórica relevante no conjunto edificado do centro histórico de Leiria, apresentando uma tipologia singular na malha urbana medieval, na qual ressalta a varanda com uma balaustrada em madeira, com dois sobrados, num topo de um quarteirão de reduzidas dimensões.

A recuperação deste edifício municipal pretendeu atribuir-lhe uma função que se coadunasse, por um lado, com a valência histórica do local, e por outro, que impulsionasse a dinâmica turística, ajudando à criação de uma rede de núcleos museológicos e culturais, que dignificassem a qualidade cultural e turística da zona histórica da cidade.

7. Centro Histórico

O desafio é deambular pelo casco velho de Leiria, que tem vindo nos últimos anos a rejuvenescer, seja com uma nova dinâmica comercial, seja com propostas culturais, como festivais ou rotas literárias. Por ruas e ruelas, o visitante pode tentar reconstruir os passos do padre Amaro e Amélia, figuras centrais do famoso romance de Eça de Queirós, ou deixar-se levar ao acaso por um espaço rico em elementos arquitectónicos.

Da Praça Rodrigues Lobo ao castelo são múltiplos os itinerários possíveis. O Largo Cândido dos Reis (antigo Terreiro), a Fonte do Freire, ou a inevitável Rua Barão de Viamonte (Rua Direita), a Rua de D. Afonso De Albuquerque e o Largo Paio Guterres (‘Gato Preto’) são apenas algumas sugestões de locais de interesse.

8. Lagoa da Ervedeira

A lagoa da Ervedeira situa-se na freguesia de Coimbrão, no extremo norte do Concelho de Leiria. Fundada a 1167 a Lagoa de Ervedeira é a única praia lacustre (lagoa) do distrito. Com 600 metros de extensão é um local de passeio e lazer em contacto com a natureza. Apesar de não figurar na lista de destinos balneares, tem duas zonas procuradas para fazer praia, uma delas com um bar de apoio. É um local que transmite uma paz única e fica apenas a alguns quilómetros da praia do Pedrógão.

É uma lagoa de água doce rodeada de pinheiros bravos e mansos, eucaliptos, rosmaninho, alecrim e samouco, entre outras espécies como os caniços que proporcionam abrigo à grande diversidade de peixes, anfíbios, répteis, mamíferos e aves que povoam o local. Perdeu-se a tradição da pesca com cestos, narsas e enchalavadas, utilizados antigamente pelos habitantes da Ervedeira, mas continua a praticar-se pesca desportiva e outras atividades como a canoagem. A lagoa da Ervedeira está equipada com parque de merendas, uma passadeira de madeira percorre toda a margem ocidental (local ideal para a observação de aves) e é utilizada como estância balnear e local de aprazível lazer. Além da proximidade do Coimbrão e Praia do Pedrógão, a Lagoa de Ervedeira fica também próxima da Praia da Vieira e de Vieira de Leiria.

9. Monte Real

Conhecida pelas suas termas, Monte Real assume-se como uma vila de charme, que combina natureza e património. O roteiro de visita inclui passagem obrigatória pelas ruínas dos paços reais, atribuídos à Rainha Santa Isabel, de onde se pode desfrutar uma vista magnífica do vale do Lis. Na parte antiga da vila encontra-se um pelourinho datado de 1573, junto à Casa da Câmara, incendiada durante as invasões francesas, e que chegou a servir também de cadeia.

Outro ponto de interesse da vila é a pequena nascente conhecida pela Fonte da Rainha Santa, onde a Rainha Santa terá ido beber várias vezes, e que a tradição diz ser milagrosa, sendo muito procurada pelas mães que não tinham leite para amamentar os seus filhos. As suas águas termais são, contudo, a principal atracção da vila, assumindo grande importância para a economia local.

10. Praia do Pedrógão

Uma ‘ilha’ entre o mar verde do pinhal de Leiria e o Oceano Atlântico, a praia do Pedrógão oferece um extenso areal, os benefícios do iodo, a Arte Xávega e sossego aos visitantes. A Estrada Atlântica e a sua extensa ciclovia e a proximidade à Lagoa da Ervedeira são dois atractivos adicionais de uma estância balnear com qualidade certificada com três galardões: bandeira Azul, bandeira de praia Acessível e bandeira “Qualidade de Ouro”.

O Parque localiza-se a sul do Pedrógão, na confluência do acesso sul da povoação com a estrada das matas que segue para a Figueira da Foz. Tem bons acessos para o Pedrógão, para a praia e para outras localidades: para Sul, Vieira de Leiria e para Norte, Osso da Baleia. Os edifícios de serviços compreendem zona de restauração (restaurante, bar, sala de jogos e esplanada), minimercado e peixaria. O Parque dispõe de um campo de jogos, que está preparado para a prática de modalidades como o andebol de 7, futebol de salão, basquetebol, voleibol e ténis, assim como de um parque infantil.

11. Museu de Leiria

O Museu de Leiria, distinguido com o prémio de Melhor Trabalho sobre Museografia na cerimónia de atribuição dos Prémios Nacionais de Museologia 2016, uma menção honrosa no prémio de Melhor Museu e outra menção honrosa no domínio da Acessibilidade Física entregue pela associação Acesso Cultura, é uma janela aberta sobre a memória de um território longamente habitado que, à entrada do século XXI, se revela com um novo olhar sobre uma realidade complexa. Ideia surgida ainda em tempos da monarquia liberal, o museu ficou a dever a sua concretização aos esforços persistentes de Tito Larcher (1865-1932), que tomaram forma no Decreto de 15 de Novembro de 1917, com a criação do Museu Regional de Obras de Arte, Arqueologia e Numismática de Leiria.

Em 2006 iniciou-se o processo que devolve à vivência da Cidade o Convento de Santo Agostinho, monumento construído a partir de 1577 (a igreja) e 1579 (o complexo conventual), e agora habitado pelo novo Museu de Leiria. O programa museológico, que se procurou participado, enquadra para além do acervo do antigo museu, as colecções artísticas municipais e a reserva arqueológica, constituindo o fulcro da rede de museus concelhios, aberta à Cidade e ao seu território. O Museu de Leiria organiza-se em dois espaços expositivos. No primeiro apresenta-se uma exposição de longa duração que faz uma leitura geral da história do território, propondo um caminho, necessariamente sumário, por entre a rica e densa floresta de objectos, acontecimentos e mitos, que definem uma identidade central do País. No segundo espaço, que lhe é complementar, são apresentadas exposições temporárias que permitem aprofundar temáticas e colecções específicas.

12. Centro de diálogo intercultural de Leiria

Com um objectivo cultural, ecuménico e turístico, o Centro de Diálogo Intercultural pretende interpretar a presença, ao longo dos séculos, de três importantes religiões em Leiria. O espaço valoriza a coexistência do Cristianismo, Judaísmo e Islamismo, que se tornaram uma marca de desenvolvimento e de multicuralismo da região até hoje, graças ao acolhimento e contributo cultural e económico de várias comunidades migrantes. Recorde-se que a Igreja da Misericórdia foi construída em 1544 sobre a sinagoga da comunidade judaica de Leiria que ali existia antes, constituindo um dos 12 projectos âncora, entre os 25 que integram o projecto das Rotas Sefarad, considerado “vital” para o sucesso da Rede de Judiarias de Portugal.

A Rede de Judiarias de Portugal candidatou as Rotas Sefarad ao programa EE A Grants, que conta com uma forte participação da Noruega, mas também da Islândia e do Lichenstein. O projecto centra-se ainda nas memórias multiculturais de Leiria, como é o caso do poeta, cristão-novo, Francisco Rodrigues Lobo, ou do Padre Joaquim Carreira, que salvou dezenas de pessoas de origem hebraica durante a 2.ª Guerra Mundial. A recriação da tipografia da família Orta, onde foi impressa pela primeira vez em Portugal uma obra de carácter científico, o “Almanach Perpetuum”, ou tabelas astronómicas, de Abraão Zacuto, assim como a memória da própria Santa Casa da Misericórdia, complementam o projecto que se estende até à Casa dos Pintores.

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