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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 24 de setembro de 2018


Mentirosos compulsivos: O que leva uma pessoa a sempre inventar histórias

Mentirosos compulsivos: O que leva uma pessoa a sempre inventar histórias

Existem pessoas que distorcem a realidade que vivem a todo momento

Redação Especialistas/minha Vida - Foto: Pública - 27/03/2018 - 17:09:48

Entenda os motivos que levam a esse comportamento

Comunicamos nossas emoções, sentimentos e pensamentos o tempo todo, consciente ou inconsciente, através de palavras, gestos e olhares, sempre. Contamos histórias, relembramos fatos, perguntas, respondemos, interagimos com as pessoas de um modo ou de outro e "caminhamos" ao lado das palavras que escolhemos dizer ao nosso modo.

Quando expressamos uma ideia precisamos selecionar algumas palavras e isso gera emoção a nós e a quem escuta. Nem sempre somos precisos ao dizer o que pretendemos. Nossas articulações mentais podem dar margem a diversas e complicadas interpretação. Isso é normal e faz parte da comunicação

Mas existem pessoas que estão muito além da dificuldade normal para expor uma ideia. Há quem construa realmente uma distorção da expressão: chega a inventar, mentir, criar uma ideia, uma notícia, uma informação totalmente falsa. Hoje se fala muito nas "fakes news", que de um modo ou de outro trazem acesso, visualizações, curtidas e compartilhamento de conteúdo. Desse modo se vê claro que há uma intenção por trás do agir.

Mas o "mentiroso compulsivo" não é bem a pessoa que cria notícias falsas para ganhar atenção na internet. É um outro padrão de conduta emocional. A pessoa que mente com constância teme:

- não saber lidar com a crítica do outro;suas próprias ideias, e a confiança em si fica abalada, pois não se sente seguro e com auto estima adequada para sustentar suas opiniões;a realidade como ela é e acaba por inventar através de mentiras um outro tipo de realidade paralela que lhe atende melhor ao invés de criá-la realmente de modo concreto, afinal, todos podem investir na mudança real quando algo não vai muito bem;a monotonia, como se a invenção fosse algo estimulante, que se assemelha a uma pessoa viciada, compulsiva em agir fora da verdade, de modo ?errado? e, assim, cria estratégias para não ser pego na mentira.

Quem mente sabe que está mentindo e sabe que pode parar sozinho ou com ajuda profissional, se for necessário. Mas a excitação da estimulação mental para sustentar uma farsa pode ser viciante e dificultar que a pessoa tome imediatamente "as rédeas" da própria vida.

A relação social de pessoas assim, fica realmente abalada. Quem descobre uma mentira percebe o outro como:

-Manipulador
-Inseguro
-De má índole
-Mau caráter

Ainda que a pessoa não seja nada disso, e que seja apenas uma pessoa com maus hábitos e dificuldades emocionais, a imagem que passa para os outros é péssima. Se for em ambiente profissional pode levar até mesmo a demissão.

Quando indicado um tratamento é fundamental a consciência de quem passa pelo processo que a melhora deve vir pelo trabalho emocional feito nessas áreas:

-Autoestima - fortalecer a capacidade de se amar e viver a vida como é
-Reconstrução das relações - quando e se necessário, pois a confiança perdida é um processo lento de reconstrução e fortalecimento
-Construção da empatia - e capacidade de se por no lugar do outro para entender o impacto que as mentiras podem vir a ter.

Técnicas de novo código da pnl, emdr, coaching de vida e psicoterapia breve podem ser indicadas, pois são excelentes para compreensão da vida, das oportunidades, das escolhas, das consequências do que se faz e principalmente para a criação de novos hábitos e mudanças estruturais de comportamento

Sucesso naquilo que busca e até breve!

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