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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 26 de maio de 2018

Lutar e vencer sem ilusões

Lutar e vencer sem ilusões

A realidade é muito dura, repleta de tristezas e decepções

Por Miguel Lucena* - 08/09/2017 - 10:44:17

A realidade é muito dura, repleta de tristezas e decepções, com momentos de alegria intercalados. As fugas pela tangente, como o esquecimento de certos fatos, guardados no que a Psicanálise chama de inconsciente, são defesas psicológicas que usamos para suportar o peso de uma vida.

É essencial que alimentemos esperanças, mas não podemos nos deixar iludir com promessas de soluções fáceis para problemas difíceis.

A Polícia Civil do Distrito Federal vive numa encruzilhada histórica. Cercada por adversários eventuais e inimigos ideológicos, corre até o risco de deixar de existir, mesmo sendo uma das instituições mais bem avaliadas da Capital da República e um modelo para as polícias brasileiras e latino-americanas.

Mergulhada em crise com a perda da paridade salarial com a Polícia Federal, definida desde que as co-irmãs deixaram de compor o Departamento Federal de Segurança Pública para assumir atribuições diversas, porém com o mesmo sentido de Polícia Judiciária, mantidas e organizadas pela União, a PCDF se agarra como pode a pautas esperançosas.

O deputado Laerte Bessa já anunciou, em entrevista recente que daqui para o fim do ano a Câmara dos Deputados votará a Proposta de Emenda que dá aos governos estaduais e distrital o poder de unificar as forças de segurança, transformando policiais civis, militares e bombeiros numa coisa só, como se fosse simples assim.

No mesmo sentido, toda semana cria-se uma mobilização em torno da federalização da Segurança Pública do DF, o que seria muito bom se realmente houvesse disposição e vontade política do Congresso Nacional e dos governos Temer e Rollemberg para aprovar a matéria.

Os policiais civis do DF não merecem sofrer com falsas expectativas. O caminho para manter a chama acesa é focar na paridade, enfrentando todos os obstáculos que surjam pelo caminho, removendo-os sem titubear, unindo forças em torno da decisão política fundamental para a Instituição: manter-se viva, por ser permanente, e negando os que desejam o seu enterro, em típica ação de legítima defesa.

*Miguel Lucena é Delegado de Polícia Civil do DF e Jornalista

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