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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 24 de maio de 2018

Caravana Agroecológica no Pará percorre região da Transamazônica

Caravana Agroecológica no Pará percorre região da Transamazônica

Durante cinco dias a caravana visitou comunidades que desenvolvem a agroecologia frente ao modelo desenvolvimentista.

Por Lilian Campelo e Élida Galvão - Brasil de Fato / Foto: Fundo Dema - 03/02/2018 - 03:46:05

Pela primeira vez uma caravana percorre a região da Transamazônica e Xingu, no Pará, para conhecer as experiências exitosas em agroecologia e intensificar a luta em defesa dos direitos territoriais de povos e comunidades tradicionais da Amazônia brasileira.

A I Caravana Agroecológica do Oeste do Pará partiu da cidade de Altamira no dia 29 de janeiro. Durante cinco dias cerca de 60 pessoas de movimentos populares, organizações sem fins lucrativos e sindicatos de trabalhadores e trabalhadoras rurais vivenciaram parte da realidade de comunidades tradicionais nos municípios de Brasil Novo, Medicilândia, Uruará, Placas e Rurópolis.

O coordenador do Fundo Dema, Matheus Otterloo, explica que percorrer e conhecer as comunidades que desenvolvem a agroecologia na região da Transamazônica é uma forma de resistência aos projetos econômicos e desenvolvimentistas, que ameaçam a floresta e o modo de vida dos povos indígenas e comunidades tradicionais.

“A natureza é um elemento constituinte da vida e tem de se aprender a conviver com isso, as experiências na Transamazônica, apoiadas pelo Fundo Dema, são comprovações disto e demonstram uma potencialidade bastante animadora”, sustenta.

Uma das experiências que a caravana conheceu foi o projeto Sementes da Floresta, localizado no município de Uruará. Selma Moreira, da Associação Sementes da Floresta (ASFLOR), explica que o projeto visa o reflorestamento de áreas onde eram feitas as roças e que com o tempo foram degradadas. Ela também ressalta os benefícios de se aliar a agroecologia, o extrativismo e a agricultura familiar.

“A ideia é que essa área seja regenerada, reestruturada e se torne novamente uma floresta, assim a gente consegue um produto da agricultura familiar com qualidade, garante a sustentabilidade alimentar, a segurança alimentar das famílias, da sociedade e, dependendo do que se produz, pode se comercializar, pode gerar renda, pode ampliar a produção e isso é um benefício social incomparável”, argumenta.

Selma ainda informa que o reflorestamento é feito com árvores oleaginosas, como a Andiroba, Copaíba e Castanha do Pará. Das duas primeiras é possível extrair os óleos que essas espécies possuem, muito utilizado em medicamentos fitoterápicos e em produtos cosméticos.

A I Caravana do Oeste do Pará é um processo preparatório para o IV Encontro Nacional de Agroecologia, que ocorrerá no período de 31 de maio a 3 de junho deste ano, em Belo Horizonte (MG), realizado pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA).

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