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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 26 de maio de 2018

A ilusão do banheiro unissex

A ilusão do banheiro unissex

Questões tangenciais para iludir as massas.

Por Miguel Lucena* - 05/09/2017 - 11:04:53

Há momentos de crise em que determinados segmentos, cujas promessas irreais provocam desencantamentos e revoltas, recorrem a questões tangenciais para iludir as massas.

Entretanto, tais questões não são apresentadas de qualquer jeito, mas alicerçadas em fundamentos aparentemente científicos e defendidas com a autoridade moral que determinadas ideologias reivindicam para si.

Na Rússia revolucionária, a liberação sexual foi uma válvula de escape defendida para que homens e mulheres suportassem fome, sede e mortes. No momento seguinte, com a revolução vitoriosa, o regime passou a perseguir e prender quem não rezasse na cartilha da nova moral sexual.

Além da válvula de escape, defendida por Radek, que pregava o amor livre desde antes da revolução, havia o objetivo de desmantelar os núcleos familiares cristalizados, considerados reacionários e vinculados a crenças supersticiosas.

Pouco depois, Alexandra Kolontai deu uma regulada nos destrambelhos de Radek, e Stálin retomou a caretice de antes, achando de bom alvitre que os camaradas se comportassem melhor.

Na Alemanha da Segunda Guerra, os nazistas fizeram a liberação sexual planejada em gabinetes, para que as pessoas não sentissem a derrota que se avizinhava.

Foi de lá que surgiu o maior defensor e teórico da Revolução Sexual, Wilhelm Reich, o qual pregava que crimes sexuais e outros tipos de violência diminuiriam na medida em que a repressão da moral sexual do patriarcado fosse eliminada.

A teoria de Reich ganhou corpo e foi aplicada nos anos 60 e 70, com todos transando à vontade, mostrando o corpo e gritando para fazer amor e abominar a guerra, mas o que se viu foi um casa e descasa sem fim bem traduzido naquela musiquinha de aniversário denominada “Com quem será”.

A liberação não trouxe a paz almejada, a violência sexual e doméstica cresceu vertiginosamente, porque os seres humanos continuaram egoístas e possessivos, e, justamente porque possessividade, que gera ciúmes, não combina com liberação, a legião de mulheres espancadas não para de crescer.

Desmoralizada a tese de Reich, os mesmos grupos investiram em diversidade, entretendo as pessoas com banheiros unissex e troca de sexo em vez de lutar por emprego, renda e uma vida decente.

*Miguel Lucena é Delegado de Polícia Civil do DF e Jornalista.

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